Rui Ferrão, arquitecto há mais de 22 anos, dos quais 17 focados na construção de edifícios em estrutura de madeira (Wood Frame). Lidera a equipa BIOBUILD, Unipessoal, Lda.

Iniciou o percurso profissional com 18 anos, na "Arquitectos Vasco da Cunha" em Coimbra. Mais tarde, foi convidado por um professor do Liceu José Falcão, para colaborar na empresa "Alfabeto Azo Design", onde permaneceu até concluir os estudos académicos. Estagiou na Câmara Municipal de Coimbra e partiu além fronteiras para Espanha (Barcelona e Palma de Mallorca), onde permaneceu mais de uma década.

Em 2013, regressa a Portugal e estabelece empresa no ramo da construção, mais especificamente em edifícios residenciais em estrutura de madeira… a sua paixão!

Quem somos... e porque optámos por este sistema construtivo?

Na BIOBUILD, somos defensores do uso de estruturas de madeira na construção residencial, porque permite edifícios mais eficientes, mais duráveis ​​e de muito mais rápida execução do que os métodos vulgares, utilizados em Portugal. As nossas vivendas apresentam menos patologias ao longo da vida do edifício, com a vantagem de ter custos de manutenção bastante reduzidos.

Damos cumprimento aos princípios consagrados na Legislação Nacional e aos estabelecidos nos Eurocódigos, bem como não menos importante, seguimos o regulamento que estabelece as regras para a construção de edifícios nos EUA, nomeadamente o "International Building Code" (IBC).

O conjunto de regulamentos e legislação em vigor abrangem aspetos como a durabilidade dos edifícios, o desempenho estrutural, a segurança ao fogo, a qualidade do ambiente interior (VOC's), a eficiência energética, o controlo de qualidade e a segurança da construção.

Convencido? Ainda com dúvidas?

Porque motivo internacionalmente as estruturas em madeira são regularmente e tão amplamente utilizadas na construção de edifícios residenciais?

Principalmente, devido à notável sustentabilidade associada a estes edifícios, isolamento superior, qualidade construtiva, longevidade e requisitos mínimos de manutenção, além do mais, as estruturas de madeira não só são atóxicas (ao contrário do cimento) como também evitam a emissão de vapores químicos (VOC's) dentro das estruturas, bastante nocivos para a saúde humana.

Quando comparada a materiais como o aço e o cimento, a madeira oferece vários benefícios entre os quais ambientais, como o menor consumo de energia durante as etapas de produção e a capacidade de armazenar carbono na forma sólida, uma vez que as árvores absorvem dióxido de carbono da atmosfera, libertando o oxigénio e retendo o carbono na sua estrutura. @FACT/MR/REPORT2024

A madeira fornecida pela BIOBUILD é certificada pela Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC) ou pela Forest Stewardship Council (FSC) e tem origem nos Países Escandinavos. É fornecida seca, calibrada e tratada, apresentando uma durabilidade surpreendente suportando pesos substanciais. É expectável que a execução integrada da estrutura permita reduzir os prazos de execução em quase 50% e os custos totais de mão de obra em comparação com os métodos de construção vulgares.

CONSTRUÍMOS A SUA NOVA CASA E ENTREGAMOS-LHE A CHAVE... TUDO PRONTO PARA UMA NOVA VIDA!




— BIOBUILD —

NÓS PROJETAMOS, DESENVOLVEMOS E EXECUTAMOS... APENAS TEM QUE CUIDAR

Qual a eficácia térmica e comportamento à humidade?

Eficácia térmica: As soluções construtivas com menor massa, como os edifícios em estrutura de madeira apresentam alta resistência térmica, porque ao aumentar a camada de isolamento e dividir esta em duas partes (colocando uma no interior do elemento construtivo e outra na envolvente exterior), a resistência oferecida à transferencia de calor e frio é maior, o que se traduz numa performance térmica melhorada, proporcionando grande eficiência energética, quer nas estações de aquecimento quer arrefecimento.

A massa da envolvente de um edifício de construção vulgar, em Portugal, absorve só uma pequena fração da energia a que é sujeita, estimada em cerca de 25% da totalidade dessa radiação solar a que foi sujeita, uma vez que, grande parte dessa energia é refletida e perdida na resistência superficial dos revestimentos. A eficácia da inércia térmica é muito influenciada, quer pelos ocupantes, quer pelos revestimentos interiores e exteriores, que podem degradar completamente a inércia disponível. Além do mais, os edifícios maciços, com alta inércia, tendem a demorar mais tempo para se adaptarem às rápidas oscilações da temperatura ambiente, ficando facilmente desajustados ao longo do dia.

Comportamento dos edifícios com estrutura de cimento à humidade: O betão não é impermeável. Assim, a humidade pode e vai infiltrar-se através dos poros e/ou de fissuras, causando danos estruturais e de acabamento como a corrosão das armaduras, as eflorescências e o crescimento de bolor e de outros microorganismos, afetando não só a durabilidade dos edifícios, como de forma drástica, a qualidade do ar interior.

A água que penetra no cimento reage com os seus componentes, causando inchaço e levando à formação e aumento de fissuras, facilitando ainda mais a entrada de água, num ciclo sem fim e acelerando o processo de oxidação do aço, comprometendo a integridade estrutural do edifício.

O fogo. Uma das maiores preocupações das pessoas em geral e também de profissionais menos familiarizados com este sistema construtivo:

Comportamento ao fogo dos edifícios em estrutura de madeira: Contrariamente ao que é a opinião comum, os edifícios com estrutura de madeira têm ótima capacidade de resistência ao fogo. Sendo um material natural (pelas suas propriedades físicas, mecânicas e anatómicas), o seu comportamento em relação ao fogo permite-lhe manter as sua capacidade de suporte e integridade estrutural, uma vez que oxida muito lentamente, criando uma camada carbonizada isolante exterior (borne) que protege o núcleo, não entrando em rotura.

A combustão da madeira maciça é muito lenta numa média de 0,7mm por minuto, e das vigas lameladas numa média de 0,5mm por minuto. Para além disto, aos elementos estruturais de madeira são acoplados a materiais incombustíveis (Classe A1), como por exemplo, isolamentos em lã-de-rocha ou em silicato de cálcio. Esta composição de diferentes materiais em conjunto funciona como uma barreira que retrai gases e calor, dificultando a propagação do fogo em profundidade, permitindo que estes edifícios tenham uma boa estabilidade em caso de incêndio.

Comportamento ao fogo dos edifícios com estrutura de cimento: As estruturas de betão armado são vulneráveis ao fogo devido à perda de resistência do aço e à degradação do betão, que ocorre por desagregação e perda de coesão quando aquecido a altas temperaturas. A exposição ao fogo faz com que as armaduras de aço percam a sua resistência e rigidez, o que provoca a deformação da estrutura, que associada à expansão do betão (estala/fissura) e desprende-se da armadura, podendo até explodir devido à vaporização da água e à rápida expansão dos materiais. Estes fenómenos em conjunto, diminuem a capacidade da estrutura de betão armado de resistir a cargas, deformando a estrutura e levando ao colapso da edificação e à sua inevitável inutilização.